Portal Bahia Extremosul - Central de Notícias

publicado em 22/05/2020 às 10h53min

Endometriose, o que é? Sintomas, consequências, tratamento, prevenção

A endometriose é uma afecção inflamatória provocada por células do endométrio que migram no sentido oposto e caem nos ovários.
compartilha nas redes sociais:
Toni Nascimento

Endometriose, o que é? Sintomas, consequências, tratamento, prevenção

Certamente você já ouviu falar sobre endometriose, mas realmente sabe o que é? Primeiramente, o endométrio é uma mucosa que reveste a parede interna do útero, onde o óvulo depois de fertilizado se implanta. Quando não há fecundação, boa parte do endométrio é eliminada durante a menstruação. Consequentemente, o que sobra volta a crescer e o processo todo se repete a cada ciclo.

A endometriose é um funcionamento anormal do organismo, uma afecção inflamatória provocada por células do endométrio que migram no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar. Além disso, a doença também pode ocorrer nos intestinos e bexiga.

Endometriose, o que é? Sintomas, tratamento e prevenção

Além da dor que isso causa na mulher, esta também é a principal causa de infertilidade feminina. O crescimento do endométrio fora do local certo leva a inflamação e a mudanças anatômicas que impedem o pleno funcionamento das tubas. Além disso, as células inflamatórias podem afetar a qualidade do óvulo e do espermatozoide.

Apesar de poder acontecer com qualquer um, na maioria das vezes ela acontece quando a paciente tem em torno dos 30 anos. Além disso, a doença afeta hoje cerca de seis milhões de brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% a 15% de mulheres em idade reprodutiva (13 a 45 anos) podem desenvolvê-la e há 30% de chance de que fiquem estéreis.

Sintomas da endometriose

Endometriose, o que é? Sintomas, tratamento e prevenção

Primeiramente, os principais sintomas são dor e infertilidade. Pesquisas apontam que:

20% das mulheres têm apenas dor;

  • 60% têm dor e infertilidade;
  • 20% apenas infertilidade.

Além disso, entre os sintomas mais comuns estão:

  • Cólicas menstruais intensas e dor durante a menstruação;
  • Dor pré-menstrual;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Dor difusa ou crônica na região pélvica;
  • Fadiga crônica e exaustão;
  • Sangramento menstrual intenso ou irregular;
  • Alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação;
  • Dificuldade para engravidar e infertilidade.

Por fim, a dor pode se manifestar como uma cólica menstrual intensa, dor pélvica/abdominal à relação sexual, dor “no intestino” na época das menstruações ou todos os sintomas juntos.

Tratamento

Endometriose, o que é? Sintomas, tratamento e prevenção

Primeiramente, o diagnóstico é feito por meio de exame físico, ultrassom endovaginal especializado, exame ginecológico, dosagem de marcadores e outros exames de laboratório. Além disso, em alguns casos, o médico ginecologista solicitará uma ressonância nuclear magnética e a ecocoloposcpia.

Esta é uma uma doença crônica que regride espontaneamente com a menopausa, devido a queda na produção dos hormônios femininos. Levando isso em consideração, mulheres mais jovens podem valer-se de medicamentos que suspendem a menstruação. Infelizmente essa medida conta com efeitos colaterais adversos.

Além disso, lesões maiores de endometriose devem ser retiradas cirurgicamente. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento.

Prevenção

Primeiramente, não há consenso médico sobre as causas que levam ao desenvolvimento da endometriose. Consequentemente, é difícil falar diretamente em prevenção. Apesar disso, existem alguns fatores de risco para a endometriose são bem conhecidos, como o uso de determinados medicamentos, compostos químicos, entre outros fatores.

Alguns estudos associam o padrão menstrual à ocorrência de endometriose. Ou seja, pacientes com fluxo mais intenso e mais frequente teriam mais risco de apresentar a doença. Filhas e irmãs de pacientes com endometriose têm maior risco de também desenvolver o problema.

Além disso, consumir muito álcool e cafeína são hábitos que têm sido associados ao aumento do risco de endometriose, enquanto fazer atividades físicas parece diminuir as chances da doença.

Recomendações