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publicado em 17/09/2020 às 15h48min

Criminoso mais procurado do Brasil vendia limões para manter o disfarce

Foragido há quinze anos, Luciano Castro de Oliveira, vivia uma vida discreta na cidade de Tejupá, que tem menos de cinco mil habitantes.
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Gabriel Croquer

Polícia tem quatro mandados de prisão contra suspeito, conhecido como "Zequinha"

Polícia tem quatro mandados de prisão contra suspeito, conhecido como "Zequinha" - Reprodução/Polícia Militar 

O criminoso mais procurado do Brasil, Luciano Castro de Oliveira, conhecido como o “Zequinha”, vivia uma vida extremamente discreta e pacata na cidade de Tejupá, interior de São Paulo, onde foi preso nesta quinta-feira (17) em operação cinematográfica. "Ele chegou a vender limões na região para se disfarçar", disse o delegado seccional da Polícia Civil de Avaré, Rubens César Garcia Jorge.

Em entrevista coletiva após a operação desta manhã, a polícia explicou como o homem conseguiu passar mais de 15 anos foragido, sendo considerado um dos presos mais procurados do Brasil e de São Paulo, após suposta participação em roubos contra empresas de transportes de valores, agências bancárias e redes varejistas de eletroeletrônicos na região de Campinas.

De acordo com a investigação, Luciano Castro de Oliveira vivia no local junto de sua esposa há cerca de quatro anos. Ele intercavala a estadia em Tejupá com outras cidades próximas. Também para se esconder, o homem usava documentos de identificação falsos, sob a alcunha de "João Luciano Vitorino Souza".

O local fixado para a residência do foragido ajudava ainda mais a manter a vida reclusa. Com menos de 80% das vias não são urbanizadas, o município de Tejupá tem menos de 4.500 habitantes e é composto principalmente por chácaras e áreas verdes.

O homem ainda é acusado de outros crimes de latrocínio e homicídio. A polícia tem quatro mandados de prisão contra ele, que somam mais de 80 anos de prisão caso haja a condenação.

Dentro da residência de Zequinha, a polícia encontrou um notebook, três celulares e R$18 mil reais em espécie, escondidos na cozinha do homem. Depois que os policiais cercaram sua chácara, ele não reagiu e confessou ser Luciano Castro de Oliveira.

Depois de confirmar a identidade do suspeito, a polícia o encaminhou para o sistema prisional de Avaré, de onde ele será transferido em breve, provavelmente a um presídio federal. 

A polícia ainda investiga se o homem participou de ataques recentes a banco, como o que ocorreu em Botucatu em agosto deste ano, e se o homem era auxiliado por outras pessoas. "Alguém da suporte para ele. Ninguém fica de graça aí tanto tempo indo e voltando sem alguém ajudando", finalizou Garcia Jorge. 

Currículo extenso

"Zequinha" tem 46 anos e é natural de Campo Mourão, no Paraná. Ele aparece na lista dos criminosos mais procurados do país pelos crimes de roubos e associação criminosa.

Ele é suspeito de envolvimento no assalto que ocorreu no Paraguai em 2018, que deixou um prejuízo de cerca de R$ 120 milhões a uma transportadora de valores.

Segundo o Ministério da Justiça, em 1992, Zequinha foi condenado por roubo ao BIC (Banco Comercial Industrial) em Campinas. Foi libertado em 1994, por indulto presidencial.  Ele também foi condenado, em outros processos judiciais, por porte ilegal de arma, uso de documento falso, roubo, formação de quadrilha, latrocínio, extorsão e sequestro.

Em 2005, foi preso novamente por formação de quadrilha e uso de nome falso. A quadrilha estava cavando um túnel em direção a um banco em São Paulo. Logo em seguida, obteve liberdade. Em 2006, foi investigado pela tentativa de furto ao ABN Amro.

Estava foragido há mais de 15 anos

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